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O poder dos bispos no império português: São Paulo (1771-1824) (Ref: 9788555077432)
O livro investiga as formas cotidianas de relacionamento entre as autoridades laicas e eclesiásticas na porção americana do império português, especialmente na capitania e bispado de São Paulo. Estabe
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Dados técnicos
ISBN: 978-85-5507-743-2
Páginas: 411
Edição: 1ª
Ano Publicação: 2017
Especificação
Apresentação: Brochura
Formato: 16 x 23cm
Descrição longa
O poder dos bispos no império português: São Paulo (1771-1824)
Dalila Zanon

O livro investiga as formas cotidianas de relacionamento entre as autoridades laicas e eclesiásticas na porção americana do império português, especialmente na capitania e bispado de São Paulo. Estabelece comparações com outras experiências portuguesas e com algumas outras metrópoles, recolocando o lugar de Portugal no cenário metropolitano europeu, como tem feito recentemente a historiografia portuguesa, no que toca à administração religiosa na manutenção do poder imperial português.
A obra retoma as relações entre os bispos, autoridades máximas da Igreja em terras coloniais, com algumas instituições importantes do Antigo Regime: o Conselho Ultramarino, a Mesa de Consciência e Ordens, alguns ministérios e a Coroa portuguesa. Em momentos oportunos as relações da Coroa com a Santa Sé também são retratadas.
O período abordado é instigante, pois é o momento de grandes superações que levariam à destituição do Antigo Regime. Assim, a obra recompõe parte significativa da teia de comportamentos que conferia concretude, longevidade e perpetuação da monarquia de direito divino, na forma como era assumida em Portugal nas últimas décadas do século XVIII e início do XIX. Tal concepção de monarquia é fundamental para se pensar historicamente o imbricamento entre política e religião.
A autora problematiza a assertiva de que o padroado foi o ¿cárcere de ouro¿ da Igreja colonial, leitura construída no século XIX em meio à discussão entre ultramontanos e o clero brasileiro do período, com duradoura ressonância nos estudos do século XX. Para a autora, os bispos não eram nem absolutamente submissos nem totalmente autônomos em relação à Coroa, aos govenadores e aos fiéis, mas ainda assim, partilhavam dos objetivos das outras autoridades coloniais que davam sustentação à monarquia. Entretanto, a situação vantajosa dos bispos em relação aos seculares fica demonstrada, em vista da perenidade dos seus cargos, da excelência de sua formação e da importância política do episcopado na manutenção da monarquia portuguesa.
A leitura do O poder dos bispos no império português ampliará a compreensão do leitor do lugar ocupado pela Igreja na época moderna, especialmente na América portuguesa. Uma vez que, em geral, continua a predominar entre nós uma visão historiográfica, muito embora atenta aos elementos econômicos, sociopolíticos e culturais, que ainda tem dificuldade de entender a centralidade da Igreja no arcabouço da sociedade colonial.