Olá visitante! Cadastre-se ou faça o login.

Atendimento

413030-1962
Logo

Atendimento

413030-1962
Carrinho
zoom passe o mouse
Humanos que não são pessoas? O status ético-jurídico dos embriões excedentários (Ref: 9788555079351)

"A compreensão acerca da pessoa humana aponta o caminho de uma resposta para muitos problemas atuais da Bioética. Entretanto, o conceito de pessoa não é unânime e, por conseguinte, os problemas serão respondidos diferentemente..."

Disponibilidade: Envio imediato
por R$ 58,00 ou por R$ 0,00 no Depósito bancário
Quantidade: No momento a quantidade solicitada não esta disponível em estoque
Digite seu CEP:
Prazo de Envio

Até 28 dias úteis sujeito a disponibilidade do estoque e localidade de entrega.

Dados Técnicos

ISBN: 978-85-5507-935-1
Páginas: 229
Edição: 1ª
Ano Publicação: 2017

Especificação

Apresentação: Brochura
Formato: 14,8x21 cm

Descrição Longa

Humanos que não são pessoas? O status ético-jurídico dos embriões excedentários
Kalline Carvalho Gonçalves Eler

A compreensão acerca da pessoa humana aponta o caminho de uma resposta para muitos problemas atuais da Bioética. Entretanto, o conceito de pessoa não é unânime e, por conseguinte, os problemas serão respondidos diferentemente.
As reflexões lockeanas exerceram grande influência em autores como Singer, Engelhardt e Harris que compõem o grupo denominado Personista, pois dissociam ser humano e pessoa. Singer fundamenta seu conceito no critério da racionalidade e da auconsciência; Harris adota o critério da capacidade de valorar a própria existência e, Engelhardt enfatiza a capacidade de dar permissão.
Tais posicionamentos conduzem a consequências éticas semelhantes: qualquer ser que não manifeste as características anteriormente expostas não é merecedor do status de pessoa e, portanto, em relação a ele, inexistem quaisquer obrigações morais. Nesse ambiente, torna-se também impossível sustentar qualquer concepção de Direitos Humanos.
Em oposição, a vertente denominada Substancialista, defendida por Spaemann, Palazzani e Andorno, identifica o conteúdo do termo pessoa com a essência humana.
Esses autores rechaçam a definição de pessoa a partir da autoconsciência, pois esta é dada pelo fato de termos, primeiramente, uma natureza propensa a essa capacidade racional. O ser humano tem uma natureza que pode manifestar-se em autoconsciência; é portador de uma unidade e continuidade e, por conseguinte, ainda que um ser humano deixe de possuir algumas das suas capacidades racionais, em determinado momento da vida, não deixará de ser pessoa, merecendo, pois, o mesmo respeito que é devido a todos os seres humanos, independentemente das condições fáticas em que se encontrem.
O presente trabalho compartilha desses argumentos e advoga no sentido de que o melhor caminho metodológico para responder sobre o status ético-jurídico do embrião extracorporal exige que o pesquisador adote um caminho inverso: não questiona o que é ser pessoa para o Direito, mas quais implicações traz, para o Direito o fato de se ser pessoa. A questão nesse sentido não interroga o ordenamento jurídico, interroga a própria realidade. Coloca-se fora do Direito, enquanto sistema positivo, e lança-se no plano da ontologia, da reflexão metajurídica.
A que pessoa serve a Bioética? Essa é a grande pergunta que essa obra se propõe a responder. E na busca por respostas, intenta-se a reencontrar a unidade perdida entre ser humano e pessoa, entendendo ser tarefa conjunta do Direito e da Bioética impor limites e dirigir os fins das biotecnologias para que haja uma real promoção da pessoa humana.