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Governamentalidade e tortura (Ref: 97885550700257)

"Governamentalidade e tortura* carrega a singularidade de fazer uma crítica à historiografia tradicional sobre a tortura a partir da perspectiva genealógica de Michel Foucault, que nos possibilita problematizar o presente sem naturalizar os acontecimentos..."

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Governamentalidade e tortura

Ana Claudia Camuri

Governamentalidade e tortura* carrega a singularidade de fazer uma crítica à historiografia tradicional sobre a tortura a partir da perspectiva genealógica de Michel Foucault, que nos possibilita problematizar o presente sem naturalizar os acontecimentos. No que tange às práticas de tortura, elas nem sempre aconteceram da mesma forma, pelos mesmos motivos, com os mesmos objetivos e nem com os mesmos segmentos populacionais. Por isso, mapeamos as diferenças de cada período histórico acreditando que assim teríamos mais elementos para problematizarmos essa inquietante questão no presente.
Outros dois diferenciais do trabalho são a sua abrangência temporal- que vai do século XII ao século XXI- e o seu alcance histórico-geográfico – Europa, EUA e Brasil – apresentando dados sobre tortura em nosso país em períodos pouco comentados pelos historiadores, como, por exemplo, o período Colonial, o início da República e o contemporâneo.
Como esta pesquisa está referenciada em autores oriundos de diversas áreas de saber, podemos considerá-la transdisciplinar e, portanto, destinada a todos os estudantes e profissionais que se interessam pelas discussões ligadas aos modos de governar e sua relação com as práticas punitivas.
Além disso, a partir da perspectiva foucaultiana, consideramos que para traçar a história das práticas de tortura é preciso traçar a história política das transformações dos métodos punitivos em correlação com uma tecnologia política do corpo. Por esse caminho entendemos que a emergência da tortura está sempre vinculada às relações de poder/modos de governo (de si e dos outros), que se apresentam de diferentes formas ao longo da história. Para alcançar essas diferenças efetuamos um mapeamento das descontinuidades em torno da prática da tortura no período que vai do século XII ao XXI.
Nossas análises foram distribuídas a partir dos três modos de governo apontados por Foucault: poder soberano, poder disciplinar e biopoder. O campo de problematização engendrado por esse olhar genealógico facultou pensar a tortura de três modos principais e nem sempre mutuamente exclusivos: a tortura legitimada pelo poder real; a tortura supostamente abolida e efetivamente redistribuída nas sociedades disciplinares; a tortura utilizada como uma tecnologia biopolítica de governo das condutas - dos regimes ditatoriais aos democráticos -, em que fazer viver e deixar morrer são duas faces de uma mesma moeda. Apontamos variados segmentos populacionais que têm sido alvo do governo das condutas mediante a prática da tortura, mas demos destaque especial ao segmento da infância, em função de ele aparecer de forma intensa e recorrente em nossa história.
Pensamos com Foucault quando diz que onde há poder, há resistência, por isso enxergamos as lutas no campo dos direitos como um exercício permanente que abrange tanto a dimensão jurídica, como a dimensão das práticas cotidianas, pulverizadas pelo tecido social. Tais lutas têm se consolidado como um importante foco de resistência ao avanço do capitalismo neoliberal que deixa em seu rastro à baixa escolaridade, o desemprego, a fome, os fenômenos ligados à violência, o racismo, o aprisionamento em massa, a tortura, os desaparecimentos forçados e os assassinatos “em nome da lei”. Por tudo isso, faz-se necessário e urgente continuarmos pensando em modos de governo, de si e do outro, que combatam a todas essas práticas que fazem parte das tecnologias punitivas em vigor.

 "Este livro reflete opiniões pessoais e não as do órgão a que a autora está afiliada".

Especificação

Apresentação: Brochura
Formato: 16x23 cms

Dados Técnicos

ISBN: 978-85-5507-0025-7
Páginas: 472
Edição: 1ª
Ano Publicação: 2018

Prazo de Envio

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