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Coleção Estudos Ameríndios e Africanos (Ref: 7634059)

As ações coloniais europeias tiveram como contraponto o surgimento de reações populacionais inspiradoras. Dentre as reações africanas podemos nos remeter ao escrito poético e político em Chibemba, língua da população Bemba do norte da Zâmbia, de Simon Mwansa Kapwepwe (1922-1980): Africa kuti twabelela uluse lelo tekuti tulabe (África, podemos até perdoar, mas não podemos esquecer), que responde à necessidade de conhecer os diferentes mecanismos e processos sociais que engendraram a condição de experiências de horror no continente africano e ameríndio, com suas primeiras populações durante a colonização.

Disponibilidade: Indisponível
por R$ 1,00 ou por R$ 0,00 no Depósito bancário
Descrição longa

As ações coloniais europeias tiveram como contraponto o surgimento de reações populacionais inspiradoras. Dentre as reações africanas podemos nos remeter ao escrito poético e político em Chibemba, língua da população Bemba do norte da Zâmbia, de Simon Mwansa Kapwepwe (1922-1980): Africa kuti twabelela uluse lelo tekuti tulabe (África, podemos até perdoar, mas não podemos esquecer), que responde à necessidade de conhecer os diferentes mecanismos e processos sociais que engendraram a condição de experiências de horror no continente africano e ameríndio, com suas primeiras populações durante a colonização.
Com efeito, a publicação de pesquisas e práticas educacionais sobre estudos ameríndios e africanos corresponde à proposta multidisciplinar das leis 10.639/2003 e 11.645/2008 e do Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação, para o rompimento do etnocentrismo no processo formativo educacional e profissional. Assim, a Coleção de Estudos Ameríndios e Africanos tem em seu escopo três perspectivas interdependentes para a superação discriminatória étnico-racial: divulgação de pesquisas nacionais e internacionais; contribuição à formação e capacitação de profissionais de diversos setores; e o combate ao racismo vinculado ao imaginário coletivo.
Há muitos materiais de pesquisas que foram produzidos em vários centros de pesquisa internacionais sobre cultura, povos, doenças, fauna, geografia e clima a respeito da diversidade encontrada nos continentes americanos e africanos. No Brasil, até duas décadas atrás, com o enfoque de reconhecimento étnico-racial, esses materiais eram publicados esparsamente e em centros específicos. Devido a pressão nacional de movimentos sociais negros e indígenas e por agências e órgãos internacionais, o debate sobre a temática engendrou a criação de políticas afirmativas. Consequentemente, as instituições de ensino, por meio de pesquisadores e militantes, estabeleceram linhas de pesquisa de pós-graduação, núcleos e laboratório de estudos, convênios internacionais e associações. A Editora Prismas destaca-se no cenário editorial brasileiro por acolher o crescente interesse por esses estudos, agregando pesquisas, materiais pedagógicos e traduções.
Conforme o referido Parecer, a formação profissional precisa pressupor a diversidade de lógicas e experiências de grupos e indivíduos. Embora as produções africanas e ameríndias tenham sido apropriadas por diferentes meios desde a gênese da história ocidental, houve (e há) mecanismos sociais e intencionais de esquecimento, aniquilamento e exclusão desses fazeres coletivos reduzindo-os a atributos pagãos ou exóticos. Não obstante, as populações estabeleceram novos esquemas de luta e de identidades ininteligíveis ao academicismo tradicional.
Vale lembrar que a colonização produziu conhecimentos e abordagens diante do interesse de exploração e de controle social, ao mesmo tempo em que novas dinâmicas foram impostas, como práticas educativas adaptativas, origem dos institutos de medicina tropical, conversões religiosas, trabalho escravo, forçado e assalariado e as implicações do militarismo durante o período de ocupação colonial e das grandes guerras mundiais.
Observamos que esses conhecimentos podem favorecer sobremaneira a dois propósitos: social, reparação e reconhecimento da integralidade do valor desses grupos humanos; científico, aprendizagem de outras lógicas para a resolução das problemáticas hodiernas, bem como para a preservação e desenvolvimento enquanto saber per si.
À medida que a coleção contribui com esse processo formativo dialógico, proporcionará a ampliação de matrizes gnosiológicas para atitudes sociais igualitárias. Com diferentes aportes teóricos, o racismo poderá ser combatido em suas variadas nuances na atuação profissional e pedagógica. Isso será possível conforme a descolonização da formação desvelar a importância da especificidade de sofrimentos, práticas sociais, raciocínios, linguagens e narrativas de diferentes grupos humanos. Por isso, a divulgação desses estudos compactua para evidenciar o racismo perpetuado por instituições sociais, já que estas ainda tergiversam a extensão de violências e constrangimentos vivenciados diuturnamente por gerações.
Em resumo, a Coleção Estudos Ameríndios e Africanos dialogará com diferentes abordagens e de variados recortes epistemológicos e espaciotemporais. Por meio dessa amplitude de saberes poderemos colaborar com o fortalecimento dessa temática no diálogo entre pesquisadores de áreas específicas e entre si, por uma educação crítica de seu exercício e para a abertura dessa discussão ao público de língua portuguesa.

Diretor Científico
Jefferson Olivatto da Silva (Universidade Estadual do Centro-Oeste/Paraná)

Conselho Editorial
Angela Maria de Souza - Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Claudia Mortari Malavota - Universidade Estadual de Santa Catarina
Daniel B. Domingues da Silva - University of Missouri (EUA)
Edson Silva - Universidade Federal de Pernambuco
Eugénia Rodrigues - Universidade de Lisboa (Portugal)
Jorge Luís de Souza Riscado - Universidade Federal de Alagoas
Jose Rivair Macedo - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Luisa Tombini Wittmann - Universidade Estadual de Santa Catarina
Maria Hilda Baqueiro Paraiso - Universidade Federal da Bahia
Maria Nilza da Silva - Universidade Estadual de Londrina
Mariana Paladino - Universidade Federal Fluminense
Paulino de Jesus Francisco Cardoso - Universidade Estadual de Santa Catarina
Rita Gomes do Nascimento - MEC/Coordenadora Geral da Educação Indígena
Rosangela Célia Faustino - Universidade Estadual de Maringá
Sílvio Marcus de Souza Correa - Universidade Federal de Santa Catarina
Valdemir Donizette Zamparoni - Universidade Federal da Bahia
Vanicléia Silva Santos - Universidade Federal de Minas Gerais
Wagner Roberto do Amaral - Universidade Estadual de Londrina