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Arqueologia e os Sentidos: Entrando na toca do coelho (Ref: 9788555071928)
Tente se imaginar por um instante sem seus sentidos. Não apenas sem a visão, mas sem o tato, sem a audição, o olfato, o paladar, sem o senso de movimento, sem o senso de temperatura. Qual a sensação?
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Arqueologia e os Sentidos: Entrando na toca do coelho
José Roberto Pellini

Tente se imaginar por um instante sem seus sentidos. Não apenas sem a visão, mas sem o tato, sem a audição, o olfato, o paladar, sem o senso de movimento, sem o senso de temperatura. Qual a sensação? Desesperadora não é? Sem nossos sentidos não apreendemos o mundo, não nos envolvemos, ficamos distantes, isolados. Sem nossos sentidos sofremos; nossa mente perde a referência, pois é através de nossos sentidos que interpretamos e nos situamos no mundo, é através dos sentidos que formamos memórias de paisagens e objetos, é através dos sentidos que criamos e damos formato a discursos e narrativas. Pelos sentidos experimentamos o mundo, nos tornamos o que somos e construímos nossa própria identidade. Mas a despeito da importância que os sentidos têm em nossa vida diária, damos pouca importância a eles. Tomamos os sentidos apenas como uma ferramenta fisiológica. Mas os sentidos não são apenas uma resposta fisiológica aos estímulos do mundo, os sentidos são habilidades encorpadas, educadas e desenvolvidas como parte da vida diária. Assim como aprendemos o que é ser homem ou mulher, o que é ser católico, protestante ou budista, o que é ser rico ou pobre, capitalista ou anarquista, aprendemos o que são e para que servem os sentidos. Aprendemos que o certo é não tocar nas pessoas, é não falar alto, é mascarar e disfarçar os odores pessoais. Aprendemos que o certo é comer determinados pratos e não outros e que os cheiros fortes estão associados ao desleixo, à pobreza e às doenças. No ocidente aprendemos que o tato, o olfato e o paladar estão ligados à luxúria e ao pecado e que a visão e a audição são os sentidos da racionalidade, da verdade. Fomos educados a acreditar que o civilizado é aquele que controla seus sentidos e que o selvagem é aquele que se rende aos apelos do corpo e, desta maneira, valoramos o Eu e o Outro. A maneira pela qual os sentidos são educados criam estruturas para ação e interpretação do mundo que oferecem e regulam possibilidades aos indivíduos. Neste contexto a proposta da Arqueologia Sensorial é entender como as pessoas produzem sua subjetividade, sua identidade coletiva, suas experiências, seu dia a dia, suas rotinas e como elas construíram sua própria história através da experiência sensorial da matéria.

Especificação
Apresentação: Brochura
Formato: 14,8 x 21cms
Dados técnicos
ISBN: 978-85-5507-192-8
Páginas: 278
Edição: 1ª
Ano Publicação: 2016
Texto adicional
José Roberto Pellini